Sporting Clube Olhanense

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  • Artigo de opinião no jornal do clube

    SAD uma história recente

    Da história recente do Sporting Clube Olhanense, faz parte um capítulo  cujo conteúdo será para todo o sempre transversal a todo o historial deste Clube que residente em Olhão, onde todos o admiram e são seus adeptos, embora poucos sejam seus associados, tem em todo o mundo gente que o conhece e o acompanha. A importância dos acontecimentos que fazem parte dessa lauda são de uma importância extrema pelo que, apesar de aqui já a termos recordado, vamos voltar a fazê-lo, agora com uma perspectiva mais actual e sensível: O Olhanense, vinha de uma crise de identidade, quando uma direcção liderada por Isidoro Sousa, agarrou no Clube que estava em vias de disputar os Distritais, porque o seu débil fluxo financeiro, não permitia mais. Corria a época de 2007/2008 quando sob o comando de Jorge Costa, contrariando todos os vaticínios, o Olhanense atingiu o topo do futebol nacional, subindo à Primeira Liga. Olhão rejubilou, vieram olhanenses radicados noutras paragens que festejaram com os residentes o acontecimento, já que de acontecimento se tratava. Viveram-se dias de festa e Olhão levou em ombros os homens que proporcionaram tamanha alegria. Passado o fulgor da festa, houve que enfrentar o que aí vinha e de entre todas as correcções que obrigatoriamente tinham de ser feitas, era a adaptação do Estádio José Arcanjo uma vez que este não reunia as condições indispensáveis para ali serem disputados os jogos da Primeira Liga. Em tempo record o Estádio estava de acordo com as exigências da Liga, mas isso custou ao Clube um valor muito acima do que havia sido estimado e, claro, essa derrapagem havia de mexer com a sua tesouraria que verdadeiramente não estava preparada para tanto. A situação foi-se agravando e durante as cinco épocas em que se manteve entre os grandes, as coisas apresentavam-se cada vez mais difíceis, para na temporada de 2013/2014 atingir o ponto mais periclitante da sua existência. Sem fundos para inscrever o Clube, houve que recorrer à constituição de uma Sociedade Anónima Desportiva (SAD), para a qual o Presidente Isidoro Sousa previa uma estrutura accionista alicerçada em empresários olhanenses, onde caberiam ainda todos os que quisessem participar no projecto. Gorado o plano, houve que procurar investidores alheiros ao Clube pelo que foi numa célebre Assembleia-Geral que os Olhanenses decidiram autorizar a entrada de capitais estrangeiros no Sporting Clube Olhanense, no caso italianos e quando o autorizaram, estavam longe de saber o que se iria passar depois de concretizado o “negócio”. Nem a Direcção, comandada por Isidoro Sousa, percebeu que os parceiros escolhidos não reuniam o mínimo carisma para entrar num Clube com os pergaminhos do Sporting Clube Olhanense, pelo que a partir daí nada foi como dantes. Logo na primeira administração, se verificou que os italianos nada queriam saber dos adeptos do Clube e que a opinião do seu representante, Isidoro Sousa, seria ignorada. Muitos foram os motivos para se perceber isso, desde logo a mudança de casa para o Estádio Algarve. Porém, sem alternativas que pudessem contrapor-se aos investidores, o Olhanense não teve outra opção que não fosse aguardar por melhores dias, que afinal não chegaram, antes pelo contrário, pois sob o comando dos italianos o Olhanense acaba de atingir, em termos desportivos um patamar que constitui um perfeito escândalo nos pergaminhos daquele que um dia foi Campeão de Portugal. Hoje a SAD tem como administrador um olhanense cujo poder de decisão é extremamente limitado e em termos institucionais seguiu as pegadas dos seus antecessores, senão vejamos: A SAD deixou de pagar as rendas do aluguer do Estádio José Arcanjo tendo incluído   no Processo Especial de Revitalização (PER), uma boa parte da dívida, que actualmente se cifra em mais de 206 mil Euros. Referimos que o valor incluído no PER foi classificado como crédito subordinado, o que equivale a dizer que muito dificilmente o Olhanense o receberá. Mas não é tudo, a SAD não consegue obter a Certidão da Segurança Social, por falta de pagamento àquele Instituto, o que acarreta ao Clube graves prejuízos colocando em risco o bom funcionamento do Futebol de Formação, cujo contrato programa está em risco. No capítulo desportivo, temos de perceber que, desde o primeiro momento, com uma organização nada adequada, os resultados têm sido um desastre. Dizemos mesmo que pior não é possível. A temporada agora finda, é o exemplo vivo de que o nome do Olhanense anda pelas ruas da amargura e, se escalpelizarmos de uma forma muito superficial o que se passou no Play-Off, foi mau demais para ser verdade. A equipa da SAD marcou dois golos, dois, leu bem, numa competição onde tinha obrigação de demonstrar uma superioridade inequívoca. Luís Torres, o presidente da Administração da SAD faz no Facebook uma análise à actuação do treinador que nos deixa perplexos. Diz ele: … fruto dessas muitas dificuldades, fui obrigado a aceitar a decisão de contratar como treinador principal o Sr. Edgar Davids, uma pessoa com um grande passado de jogador, o que por si só significa pouco ou nada como treinador de presente ou futuro… Quem lê esta afirmação facilmente conclui que o presidente da SAD, se verdadeiramente o fosse, devia atempadamente ter tomado uma decisão. Se não o fez por algum motivo foi. Para concluirmos, temos de recuar aos primórdios da SAD, a quem foi entregue uma equipa na Primeira Liga e enquanto o “diabo esfrega um olho”, atirou o Clube para a quarta divisão. Tudo isto é demonstrativo de falta de conhecimentos, falta de liderança, falta de organização e sobretudo falta de modéstia para reconhecer os erros cometidos e aproximar-se modestamente do Clube onde existe gente que conhece mais de futebol de “olhos fechados” que todos os iluminados que pela SAD passaram. Entretanto os olhanenses, os mesmos que rejubilaram, abandonaram a instituição, deixaram de ser sócios apontando como responsáveis gente que nada tem a ver com os fracassos sofridos pelo futebol, profissional o que, repetimos para que não haja dúvidas, o Clube nunca meteu “prego nem estopa” na constituição das equipas e muito menos na aquisição de jogadores. Se estamos onde estamos só a SAD pode responder por isso. Pala nossa parte, não venham agora acusar-nos de sermos arautos da desgraça, nem nos acusem de procurar dividir os olhanenses, o que desejamos é chamar à razão alguém que ainda não percebeu que a SAD, gerida como tem sido, só tem prejudicado Olhão, os Olhanenses e sobretudo o nome do Sporting Clube Olhanense, pelo que há que reflectir muito bem, deixar-se de promessas ilusórias e perceber de uma vez por todas que sozinhos nada se consegue na vida.   Mário Proença Director Adjunto

    Artigo publicado na edição N.º 1253 do jornal de 15 de junho de 2021
  • Editorial de 15 de junho de 2021
    Editorial da edição N.º 1253 do jornal de 15 de junho de 2021

    Depois de mais um desaire, que futuro?

    O Sporting Clube Olhanense é, como sabemos, um Clube com 109 anos de vida, que tem um historial dos mais brilhantes do nosso futebol. Salvaguardadas as devidas dimensões, chegaremos à conclusão de que o Olhanense pode, em termos de palmarés, ombrear com muitos deles. Dos títulos conquistados, avulta o de Campeão de Portugal e finalista vencido da Taça de Portugal, entre tantos outros que nos abstemos de quantificar. É com este princípio de raciocínio, se outros não bastassem, que sempre lutámos pelo respeito e pela exaltação que devemos emprestar a este Clube a quem a nossa Cidade tanto deve. O Olhanense sempre foi amado pelos olhanenses que idolatraram quem o representou e quem, quantas vezes com o sacrifício da vida particular e das suas famílias o dirigiu, trabalhando arduamente para que seja aquilo que sempre foi, o tal Clube respeitado que onde se deslocava era acolhido de uma forma tão fraternal que até impressionava. A este propósito, recordamos aqui uma episódio que nos foi relatado por um antigo dirigente do Sporting Clube Farense, infelizmente já falecido, que era um dos mais carismáticos que serviu o Clube da Capital algarvia: Tendo o Olhanense sido convidado para um jogo de futebol a realizar no Estádio de São Luís, em Faro, cuja receita revertia totalmente a favor do Instituto D. Francisco Gomes, vulgarmente conhecido por “Casa dos Rapazes”, os jogadores do Olhanense chegaram à Capital Algarvia “comandados” pelo então dirigente Marcelino Jorge e dirigiram-se à bilheteira do Estádio adquirindo cada um o respectivo ingresso, entrando no São Luís pela porta da bancada. Esse senhor, alto dirigente do Farense, assistiu a esta atitude e ficou tão sensibilizado que passados muitos anos, quando nos recordou este episodio, uma lágrima lhe aflorou aos olhos. São estes pormenores que fazem do Olhanense um Clube diferente, um Clube que para além das vitórias conquistadas no campo, a forma de estar dos seus dirigentes e de todos os que defendem as suas cores lhe confere um misticismo que só encontra paralelo em poucos outros seus iguais. Esta introdução pode parecer despropositada para o momento que o Clube atravessa, onde uma Sociedade Anónima Desportiva que desde o primeiro momento foi dirigida por pessoas que naturalmente não conheciam os princípios que norteiam o Clube e as suas gentes, mas não cuidaram de se inteirar disso e, por isso tomaram atitudes perfeitamente disparatadas que não se coadunam com o espirito Olhanense, desde logo a celebre decisão de jogar no Estádio Algarve, tomada à revelia do Clube, num manifesto desprezo pelo Estádio José Arcanjo, que tanto sacrifício e tanto custou à tesouraria do Olhanense. Foi aqui que começou a debandada e o desastre que havia de marcar o futuro do antigo Campeão de Portugal. A essa administração outras se seguiram e todas pautaram a sua forma de estar pelo mesmo diapasão. Quiseram distancia do Clube, ninguém conheciam, nem queriam conhecer e assim as relações foram esfriando de tal forma que hoje, em termos institucionais, estão reduzidas a zero. Na actualidade tudo continua na mesma e a actual administração carrega nos ombros o peso dos sucessivos desaires, pois de desaires se contam os anos da actividade da SAD. Parece viver-se em função do insucesso, do enredo e das promessas que não se cumprem. Não se vislumbra qualquer possibilidade de entendimento financeiro, desportivo ou pessoal, mas vendem-se sonhos perfeitamente irreais de um futuro que não chega, como se de realidades se tratassem e, quais vendedores de ilusões, apregoa-se aos quatro ventos que a cura está iminente, que a crise é passageira, quando afinal a “doença” agrava-se com o rodar dos tempos. Enquanto isso, quem dirige o Clube não dorme na procura de soluções que possam viabilizar a sua existência, mas o isolamento a que está obrigado, por via de uma falsa altivez que a SAD julga ter, mas que não tem, impedindo o Clube de tomar decisões que visem a viabilidade desportiva e financeira que há muito procura. É tempo de dizer basta, mas isso têm de ser os sócios a fazê-lo, em lugar próprio, ou seja, na Assembleia-Geral, com a frieza que comanda as grandes decisões. Por agora, se nos contentarmos em disputar a quarta divisão, é certo e sabido que, tomando como exemplo o que tem acontecido, arriscamo-nos a ir parar aos Distritais.   A Redacção
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