Amigos do alheio voltam ao Olhanense
2 min readOs amigos do alheio voltaram, uma vez mais, a visitar as instalações do Sporting Clube Olhanense. Pela segunda vez em menos de dois meses, o nosso clube foi alvo de um acto que envergonha não só quem o pratica, mas também uma sociedade que parece cada vez mais refém de uma prática recorrente: o roubo.
Não havendo bens de valor para subtrair, porque este é um clube humilde, que vive com dificuldades e sem luxos, nada foi levado de significativo. Ainda assim, os prejuízos materiais são elevados. Portas destruídas, ao que tudo indica a pontapé, representam mais despesas que recaem sobre uma tesouraria já débil, sustentada apenas pelo esforço e pela dedicação de quem se recusa a deixar morrer o Olhanense.
É impossível não sentir revolta. Revolta por vermos uma instituição histórica ser repetidamente atacada. Revolta por percebermos que já nem entidades centenárias merecem respeito. Mas, acima de tudo, revolta por constatar que o respeito pelos outros, pelo que é comum, pelo que não nos pertence, vai desaparecendo do nosso quotidiano.
O que aqui aconteceu não é apenas um problema do Sporting Clube Olhanense. É o reflexo de um tempo em que a falta de civismo, de empatia e de responsabilidade social se vai normalizando. Um tempo em que destruir parece mais fácil do que preservar, e em que poucos se lembram de que, por detrás de cada porta partida, existem esforço, sacrifício e histórias que mereciam ser respeitadas.
Com serenidade, mas também com firmeza, deixamos este alerta. Porque defender o Olhanense é, hoje, também chamar a atenção para a necessidade urgente de recuperarmos valores básicos que sustentam qualquer comunidade digna desse nome.
A Direcção

